Por que rimos? As três grandes teorias do humor
Superioridade, incongruência e alívio: o que filósofos e psicólogos dizem sobre o riso.
Rir parece a coisa mais natural do mundo, mas explicar por que uma piada tem graça é surpreendentemente difícil. Filósofos e psicólogos tentam há séculos. Três grandes ideias aparecem com mais frequência.
1. Teoria da superioridade
Segundo essa linha, associada a pensadores como Thomas Hobbes, rimos ao nos sentir, de alguma forma, em posição melhor do que outra pessoa: o escorregão do personagem, o erro do outro. Ela ajuda a explicar humor de tombos e ridicularização, mas não dá conta de todas as piadas.
2. Teoria da incongruência
Aqui, a graça está na surpresa: esperamos uma coisa e acontece outra. O final inesperado de uma piada, a comparação absurda e o trocadilho funcionam assim. Filósofos como Kant e Schopenhauer discutiram essa ideia.
3. Teoria do alívio
Defendida por nomes como Herbert Spencer e Sigmund Freud, sugere que o riso libera uma tensão acumulada. Piadas sobre temas delicados, por exemplo, podem funcionar como válvula de escape.
E qual está certa?
Provavelmente todas explicam um pedaço do fenômeno. Uma boa piada pode misturar surpresa, um toque de tensão e um alvo. E há também o riso social, aquele que damos só para nos conectar com quem está por perto.
Na próxima vez que rir de algo, tente identificar o que provocou: foi a surpresa, o alívio ou a companhia?


